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A vereadora Márcia Viviane (PT) protocolou, no dia 10 de fevereiro, na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, um projeto de lei que obriga a inclusão de no mínimo 10% de obras de escritores locais nos acervos das bibliotecas das escolas municipais. O PDLO 14/2026 está em tramitação e ainda será votado no plenário.
Segundo a proposta apresentada pela parlamentar, o objetivo é valorizar a produção literária conquistense, fortalecendo o pertencimento cultural dos estudantes e estimulando a leitura de conteúdos diretamente ligados à realidade local.
Caso aprovada, a lei irá considerar escritores nascidos no município ou que residem em Conquista há no mínimo cinco anos. O projeto inclui autores com obras publicadas nos gêneros educativo, literário, infantojuvenil ou didático, que abordem temas de relevância cultural ou social para a cidade.
De acordo com o projeto, será competência da Secretaria Municipal de Educação, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, manter os acervos atualizados, realizando mapeamento e cadastramento de escritores locais com produção editorial ativa e aquisição de obras por meio de editais públicos, feiras literárias, chamadas específicas, parcerias e doações.
Escritores locais
Mesmo antes de receber grandes eventos como a Feira Literária de Vitória da Conquista (FliConquista), a partir de 2023, a cidade já era conhecida por abrigar iniciativas literárias, a exemplo da Comunidade Palavrilhas, idealizada pelas escritoras Noi Soul e Ybeane Moreira, do Foro Literário Sertão da Ressaca, e de bibliotecas comunitárias como a do Miro Cairo e a Donaraça, na zona rural.
A escritora e intérprete de Libras, Maria Eduarda Nazaré, natural do Povoado do Capinal, lançou o seu primeiro livro, Contos de Maria Neta e Maria Vó, em 2025. Para ela, é necessária a implementação de políticas que fortalecem a cultura local. “Não sabia que essa lei estava sendo proposta na Câmara, mas eu, enquanto uma jovem escritora da cidade, fico feliz em saber que estamos buscando maneiras de valorizar as escritas da jóia do sertão baiano.”
Maria Eduarda também enfatizou a importância do projeto para a literatura conquistense. “Espero que essa lei possa entrar em vigor para beneficiar toda a comunidade conquistense. Conhecer e saber da própria história, valorizar a literatura local é essencial para o fortalecimento da educação”, finalizou.
FONTE: Avoador




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