Plano Nacional do Livro e Leitura prevê biblioteca em cada município, além de acervos em comunidades indígenas e quilombolas
O Governo Federal oficializou nesta quarta-feira (29/4) as metas do novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), estabelecendo um roteiro de dez anos para transformar o perfil educacional do país. Entre os objetivos mais ambiciosos está o aumento do percentual de leitores no Brasil, que hoje é de 47%, para 55%.
Para sustentar esse crescimento, a estratégia prevê a distribuição massiva de cem milhões de obras literárias até 2035, com foco especial em formatos acessíveis e territórios historicamente desassistidos.
No Brasil 38% dos estudantes não dominam a leitura.
Democratização e capilaridade
O plano é estruturado para garantir que nenhum município brasileiro fique sem pelo menos uma biblioteca pública ativa. A nova diretriz também prioriza a expansão de espaços de leitura em comunidades indígenas, quilombolas e unidades prisionais — onde iniciativas de remição de pena por meio da leitura serão fortalecidas.
Além da estrutura física, o governo lançará uma biblioteca digital pública e gratuita, democratizando o acervo literário nacional para qualquer cidadão com acesso à rede.
Governança e participação social
Viabilizado por uma parceria entre os ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC), o PNLL 2026-2036 contará com um sistema de monitoramento rigoroso. Estados e municípios deverão revisar seus planos locais para alinhar-se à política nacional, garantindo que a erradicação do analfabetismo e o estímulo ao pensamento crítico cheguem à ponta.
O modelo de gestão inclui conselhos diretivos e consultivos, assegurando que as metas de acessibilidade e diversidade cultural sejam cumpridas ao longo da próxima década.
FONTE: Gazeta de São Paulo



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