Polícia e MP apuram caso de garoto que usou traje nazista em formatura

 

Nas redes sociais, o garoto de 13 anos divulgou um vídeo pedindo desculpas. Conselho Tutelar também se manifestou sobre o episódio

Álvaro Luiz — 13/01/2026

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Norte confirmaram, por meio de nota, que investigam o caso de um garoto de 13 anos que compareceu à festa de formatura das irmãs usando traje do exército nazista alemão na Segunda Guerra Mundial, em Mossoró (RN).

O caso ocorreu durante a madrugada de sábado (10/1). Imagens do garoto usando vestimentas semelhantes às da Wehrmacht, forças armadas da Alemanha nazista entre 1935 e 1945, viralizaram nas redes sociais e geraram repercussão negativa. Nos registros, o menino também aparece fazendo a saudação nazista “heil Hitler” (Salve Hitler). 

Nas redes sociais, o garoto divulgou um vídeo pedindo desculpas. A gravação foi divulgada em uma página do Instagram com autorização dos pais, que não se manifestaram sobre o episódio.

Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA) de Mossoró, Rafael Arraes, um inquérito foi instaurado para apurar o caso.

Como a família do adolescente reside no Ceará, a PCRN informou que irá expedir cartas precatórias para que as oitivas do jovem e de seus responsáveis sejam realizadas pela delegacia especializada no estado vizinho.

O MPRN, por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró, informou que instaurou um procedimento extrajudicial para coletar informações sobre o caso ocorrido durante o baile de formatura.

“A Promotoria de Justiça analisará detalhadamente as provas juntadas aos autos para determinar as medidas legais e diligências adequadas à elucidação do ocorrido. Após as diligências estabelecidas pelo MPRN, será feita a análise sobre a responsabilização seja do próprio suposto adolescente e/ou de seus responsáveis”, informou o órgão.

A instituição também destacou que diversas manifestações recebidas pelo canal de denúncias sobre o caso foram reunidas em um único procedimento, com o “objetivo de otimizar a apuração”.

Conselho Tutelar se manifesta

O Conselho Tutelar da 34ª Zona de Mossoró também se pronunciou por meio de nota divulgada nas redes sociais. Segundo a instituição, “ao se tratar de notícia de um suposto ato infracional, cabe à autoridade policial realizar investigações dos fatos”.

O órgão afirmou ainda que repudia qualquer tipo “de prática racista, discriminatória, alusiva à intolerância religiosa e quaisquer práticas que sejam contrárias à legislação e que coloquem crianças e adolescentes em situações vexatórias, de vulnerabilidade e risco iminente”.

FONTE: Metrópoles


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